23/11/2011

APADOC: Educação e cultura cabo-verdianas em debate

A Associação dos Pais de Alunos de Origem Cabo-verdiana (Apadoc) organiza no dia 27 de Novembro uma mesa-redonda sobre a Educação e a Cultura cabo-verdianas. O encontro vai ter lugar no Centre Societaire (29, rue de Strasbourg), na capital, às 14h30.

O orador convidado é o professor cabo-verdiano Lúcio Cabral, doutorando em Lisboa na área da educação, que vai discorrer sobre a cultura cabo-verdiana e o sistema do ensino em Cabo Verde.

A mesa vai ser composta também por quadros cabo-verdianos residentes no Luxemburgo. A psicóloga Aleida Lopes e a assistente social Débora Barros vão abordar a questão da integração dos cabo-verdianos no Luxemburgo.  O exemplo da integração escolar dos cabo-verdianos em Portugal vai ser apresentado pela linguista Aleida Vieira e pela professora Cármen Alves.
Sobre o exemplo do Luxemburgo, o painel conta com os testemunhos da educadora Viviane Lima e da assistente social Teresa dos Santos.

Do programa constam ainda a apresentação de uma peça teatral e declamações de poemas, para terminar depois com um debate.

A Apadoc tem como missão defender os interesses morais e as necessidades educacionais de todos os alunos (incluindo aqueles cujos pais ou representantes não sejam membros da associação), professores e educadores cabo-verdianos, sem interferir no seu trabalho de orientação pedagógica escolar.
Prestar apoio familiar antes e depois da escola, bem como colaborar com todas as associações que buscam objectivos semelhantes são também objectivos da Apadoc.

Para mais informações: 661 650 704 ou 661 291 056.
HB

22/11/2011

Cabo Verde distingue Adriano Moreira


A Universidade do Mindelo vai distinguir Adriano Moreira com o grau de Doutor Honoris Causa dia 10 de Dezembro no Centro Cultural do Mindelo, Cabo Verde.

O professor universitário português revela que se sente honrado com a escolha da instituição. «Sempre mantive o maior interesse por Cabo Verde, visitei todas as ilhas, guardo amigos que muito estimo, participei em iniciativas conhecidas a favor dos interesses do país. Sinto-me honrado por cabo-verdianos académicos me quererem no seu grémio de investigação e ensino”, afirma.

Adriano Moreira tem uma ligação «especial» à Universidade do Mindelo. Trata-se de algo que «resulta do conhecimento que aprofundei dos seus responsáveis e de alguns pareceres de experiência que trocamos», explica. Para além de ainda ensinar e fazer investigação na Universidade Católica de Lisboa e no Instituto de Estudos Superiores Militares, actualmente o octogenário preside o Instituto de Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa e o Conselho Geral da Universidade Técnica de Lisboa. A 7.ª Edição da «Teoria das Relações Internacionais», uma das suas várias obras, foi publicada há cerca de quinze dias.

Para Albertino Graça a atribuição do 1º título Honoris Causa Cabo-verdiano «representa, desde logo, o sinal da maturidade da Academia em Cabo Verde». O reitor da Universidade do Mindelo explica que depois de uma fase de arranque, em que se poderia falar de infância do ensino universitário cabo-verdiano, iniciou-se agora uma fase de crescimento e de maturidade. «Estamos como que a deixar a adolescência do ensino universitário para entrar na sua idade adulta, que certamente se prolongará por muito tempo», afirma.

Em concreto para a Universidade do Mindelo, o responsável diz que a atribuição do 1º título Honoris Causa significa a capacidade de «reconhecer a grandeza dos outros, daqueles que se destacaram por incontestável mérito próprio». Mas também traduz o «reconhecimento da Universidade por parte daqueles que aceitaram participar nesta distinção». Trata-se de um «momento alto no processo de afirmação e de prestígio internacional da Universidade do Mindelo, designadamente no espaço lusófono», sublinha.

Adriano Moreira foi escolhido para receber a distinção «pelo seu próprio mérito ao cume do prestígio científico, em diversos países, particularmente nos países de língua portuguesa», refere Albertino Graça. Para o reitor, este investigador é um dos «sábios de Portugal, unanimemente reconhecido por pessoas de todas as cores políticas». Mais: «É um autor consagrado, intensivamente estudado pelos alunos de dois cursos diferentes na própria Universidade do Mindelo e em muitas outras universidades».
E também «um humanista e um democrata».

O responsável sublinha que foi por iniciativa de Adriano Moreira que foi abolido o Estatuto do Indigenato. «Como explico numa obra a publicar brevemente, foi por sua iniciativa que nos anos 60 foram criadas as duas primeiras universidades na África lusófona», diz.

Adriano Moreira é um «amigo sempre próximo» de Cabo Verde, a «personalidade europeia mais influente que desde há muito tem defendido consistentemente o alargamento da União Europeia ao nosso país», afirma Albertino Graça.

Para além de todas estas razões, o reitor da Universidade do Mindelo tem ainda uma outra: «Na sua infância, ainda enquanto IESIG, a hoje Universidade do Mindelo foi visitada pelo Senhor Professor Doutor Adriano Moreira, em cerimónia pública onde o agora homenageado, sem nada pedir em troca, aceitou associar o enorme prestígio da sua autoridade académica e científica a uma iniciativa académica. Ao fazê-lo emprestou um pouco do seu prestígio a uma instituição de ensino superior ainda a dar os primeiros passos, revelando assim confiar na respectiva afirmação como universidade e como centro de ensino, investigação e cultura superior».

Sobre o homenageado

Adriano Moreira nasceu em 1922 em Portugal. Jurista, político e professor universitário, desde cedo assumiu cargos públicos, tendo sido figura destacada do Estado Novo no âmbito da política colonial. Foi ministro do Ultramar, fundou e dirigiu institutos de estudos africanos, presidiu à Sociedade de Geografia de Lisboa, entre outros cargos. Depois do 25 de Abril de 1974, tornou-se uma das personalidades de referência do Centro Democrático Social. Escreveu várias obras, entre as quais «O Novíssimo Príncipe», «Comunidades dos Países de Língua Portuguesa» e «Saneamento Nacional». Em 1995 retirou-se da vida política e desde essa altura continua a dedicar-se ao ensino, à investigação e a escrever sobre a conjuntura portuguesa, política, Relações Internacionais e Direito.        

Fonte: Notícias Lusófonas

18/11/2011

"Há que criar condições para a aplicação" dos vistos de múltiplas entradas - Hélder Vaz

O director-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Helder Vaz, reconheceu esta quinta-feira que “há que criar condições para a aplicação prática” do sistema de vistos de múltiplas entradas no espaço lusófono, realçando que o processo “está em construção”.

Em declarações à agência Lusa, à margem do encontro itinerante Conexão Lusófona, que hoje se realizou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Hélder Vaz disse que o secretariado executivo da CPLP colocou a questão dos vistos de múltiplas entradas na reunião de ministros da Administração Interna que se realizou há duas semanas em Luanda, capital angolana.

O sistema de vistos de múltiplas entradas – que Hélder Vaz explicou a um auditório cheio de jovens na Faculdade de Letras – faz parte dos acordos de Brasília relativos à circulação intra-CPLP e pressupõe facilidades para sete categorias de profissionais – por exemplo empresários e professores universitários.

“Os ministros apreciaram, acolheram bem, deram instruções. Há medidas a serem implementadas. Agora os directores dos SEF [serviços de estrangeiros e fronteiras] vão apreciar. É normal, é o Estado. O Estado não pode ser a decisão de uma pessoa, são órgãos, são instituições, são procedimentos. Estamos a construir”, frisou, recordando que a CPLP é “uma comunidade que se faz pedra sobre pedra”.

“Não há nenhum problema com os vistos”, garantiu o director geral da CPLP, sublinhando que “o núcleo da solução já lá está, agora é ver como o implementar”. E comparou: “É como as eleições. Não se pode tirar um Presidente da República ao fim de três meses, tem que se esperar os cinco anos do seu mandato.”

No dia 04 de Novembro, a facilitação da mobilidade de cidadãos lusófonos foi o principal destaque apontado pelo ministro da Administração Interna português, Miguel Macedo, no final dos trabalhos do II Fórum Ministerial em Luanda.

Duas ordens de razões estão subjacentes às medidas aprovadas. “Primeiro, que os documentos de viagem sejam documentos fiáveis, e estamos a trabalhar em conjunto para que isso seja possível em todos os países da CPLP, e, em segundo lugar, viabilizar nas nossas fronteiras condições para que o fluxo das pessoas nas viagens que fazem possa ser mais rápido e expedito", referiu, na altura, o ministro português.

15/11/2011

Orçamento de Estado de Cabo Verde vai ter este ano um apoio externo de 21 milhões de euros

A ajuda ao Orçamento de Estado de Cabo Verde será este ano de 21 milhões de euros, refere o Grupo de Ajuda Orçamental (GAO).

O grupo, presidido pelo embaixador da União Europeia em Cabo Verde, Josep Coll, avaliou o desempenho do governo de uma forma positiva mas deixou também recomendações, nomeadamente sobre a Electra – Empresa de Electricidade e Água e a operadora de bandeira Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV).

“Ficou mais ou menos claro que Cabo Verde tem vindo a saber gerir a crise internacional, desde 2009. No entanto, em 2011, há um sinal que merece preocupação, não só do governo de Cabo Verde como também dos nossos parceiros internacionais, que é o comportamento das receitas internacionais”, adiantou Cristina Duarte no final da reunião.

Sobre a “deterioração dos indicadores”, a missão, que integra representantes de Portugal, Áustria, Espanha, Luxemburgo, União Europeia (UE), Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e Banco Mundial (BM), admitiu que se deve ao “agravamento da crise económica e financeira global”.

Nesse sentido, a ministra das Finanças de Cabo verde, Cristina Duarte, admitiu que o GAO “pediu frontalmente, ao governo, cautela e um olhar adicional na questão da estabilidade macro-económica tendo em conta os níveis elevados de incerteza, em termos de contexto internacional, nomeadamente na zona Euro”.

Por seu turno, o embaixador Josep Coll disse ter ficado “claro” que o governo cabo-verdiano está atento à evolução, sendo disso prova as medidas de contingência tomadas, como a introdução do Plano de Redução das Despesas Públicas que, de acordo com Cristina Duarte, permitiu poupar 1,5 milhões de contos aos cofres do Estado.

A preocupação maior, salientou o embaixador, tem a ver com o peso “excessivo” de duas empresas públicas deficitárias nas contas do Estado, casos da Electra e os Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV).

01/11/2011

Cabo-verdianos em Portugal procuram outros países da Europa para fugirem à crise

A ministra das Comunidades de Cabo Verde, Fernanda Fernandes, disse ontem que a crise está a levar imigrantes cabo-verdianos em Portugal a pedirem ajuda para regressarem ou voltarem a emigrar dentro da Europa, havendo já quem manifeste dificuldades em sobreviver.

Sem adiantar números, Fernanda Fernandes explicou que as embaixadas e associações parceiras do governo cabo-verdiano já estão a receber "solicitações de pessoas a quererem voltar ou a manifestar dificuldades em sobreviver. Pessoas que perderam o emprego ou idosos sem meios de sobrevivência".

A ministra, que visitava uma escola no Vale da Amoreira, Moita, onde uma turma de 20 alunos está a testar um sistema bilingue em crioulo e português, adiantou que da sua agenda em Lisboa consta ainda uma reunião com instituições de solidariedade portuguesas que trabalham, direta ou indiretamente, com a comunidade e na qual se discutirá a crise.

Fernanda Fernandes também participou no primeiro encontro nacional das associações cabo-verdianas em Portugal, organizado pela federação cabo-verdiana das associações.

Questionada pela Lusa sobre a forma como a comunidade cabo-verdiana está a reagir à crise, Fernanda Fernandes afirmou que "há pessoas com esperança, lutando". "Dizemos que sempre vivemos em crise, somos desafiadores do destino", disse.

No entanto, reconheceu que as autoridades sentem que "há gente com problemas de sobrevivência e já não é só na tradicional diáspora do sul, como em São Tomé, mas também na Europa, nomeadamente em Portugal.

"Temos notado que há uma reemigração de cabo-verdianos na Europa, seja à procura de reunificação familiar, seja à procura de emprego. Sabemos que países, como o Luxemburgo, que têm recebido alguns cabo-verdianos provenientes de Portugal".

A ministra recorda que voltar a emigrar nem sempre é solução, porque "o desemprego tem tocado todos os países da Europa".

No entanto, o regresso a Cabo Verde "é encarado com delicadeza porque o emigrante não gosta de regressar sem sucesso". Segundo Fernanda Fernandes, os emigrantes cabo-verdianos "procuram sempre alternativas antes de regressar definitivamente". A decisão de pedir ajuda para regressar "não é tomada de ânimo leve".

Fonte: RTP

29/10/2011

Santiago Norte: cooperação sanitária com Luxemburgo

A Região Sanitária Santiago Norte realizou a primeira mesa redonda, nos dias 25 e 26 de Outubro na Assomada, tendo por objectivo, o balanço da implementação da Região Sanitária Santiago Norte (RSSN), no âmbito do projecto CVE/056 da cooperação entre Cabo Verde e Luxemburgo.


A cerimónia de abertura contou com a intervenção da ministra-adjunta do Estado e da Saúde, Cristina Fontes; do presidente da Câmara Municipal de Sta. Catarina, Francisco Tavares; do director da RSSN, Tomás Valdez, e do representante da Cooperação Luxemburguesa, Celeste Monteiro.

Segundo a ministra Cristina Fontes, a mesa redonda permitiu fazer uma avaliação do projecto que terminava em 2008, mas que foi prolongado até 2011. Um projecto caracterizado como um modelo para o Sistema Nacional de Saúde.

Durante estes dois dias diversos temas foram discutidos, nomeadamente a apresentação do projecto de criação da RSSN e a sua implementação; os principais resultados da sua implementação, actividades ínovadoras desenvolvidas na RSSN, o plano regional de desenvolvimento sanitário da RSSN e a mutualidade em saúde no contexto da RSSN.

O governo de Cabo Verde, através do Ministério da Saúde, iniciou em 2004 em cooperação com o Grão-ducado de Luxemburgo e através da agência de cooperação LUX Developpement um projecto de apoio à RSSN, que termina em este ano.

A RSSN foi a primeira região sanitária criada em Cabo Verde constituindo um espaço para a experimentação de reformas nos domínios da regulação, da organização da prestação de serviços e do financiamento, que poderão ser depois generalizadas na perspectiva da criação de novas regiões sanitárias.

Fonte: Ministério da Saúde de Cabo Verde

26/10/2011

Projecto da Residência Estudantil da EHTCV apresentado sexta-feira na Cidade da Praia

O projecto da residência estudantil da Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde (EHTCV), financiado no âmbito da cooperação Cabo Verde – Luxemburgo, em aproximadamente 3.700.00 euros, será apresentado esta sexta-feira, dia 28, nas instalações da EHTCV. 

Segundo a  Inforpress, a cerimónia será presidida pela ministra da Juventude Emprego e Desenvolvimento dos Recursos Humanos, Janira Hopffer-Almada, e contará com a presença do ministro das Infra-estruturas e Economia Marítima, José Maria Veiga.

A construção e equipamento do edifício da residência estudantil da EHTCV têm por finalidade fornecer alojamento aos alunos da EHTCV provenientes de outras ilhas e do interior de Santiago, e possibilitar ainda a realização de aulas práticas nos domínios da recepção, governança/serviço de andares.

A construção desta infra-estrutura resulta da necessidade de oferecer oportunidades de alojamento em ambiente educativo e de formação e, por acréscimo, da necessidade de espaços polivalentes, uma recepção/laboratório de aulas práticas da especialidade, bem como de quartos/piloto para aulas práticas de governança/serviços de andares, ampliando o tipo e qualidade da formação profissional oferecida.

A residência terá capacidade máxima para 150 estudantes e beneficiará cerca de 100 alunos/ano dos cursos da especialidade em formação inicial, em vários níveis, e ainda de cursos de aperfeiçoamento.

A conclusão da obra está prevista para Novembro de 2013, tendo um custo aproximado de 3.715.300,00 euros, financiados no âmbito da cooperação Cabo Verde - Luxemburgo.

São parceiros neste projecto a Lux-Development (Projecto CVE/059), o Ministério da Juventude, Emprego e Desenvolvimento dos Recursos Humanos, o Ministério das Infra-estruturas e Economia Marítima, o Instituto de Emprego e Formação Profissional e a Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde.

25/10/2011

Casária Évora está de volta a Cabo Verde

A cantora cabo-verdiana Cesária Évora já regressou a Cabo Verde, depois de ter estado hospitalizada cerca de um mês em Paris, no Pitie-Salpetriere, na sequência de um acidente vascular cerebral (AVC), anunciou hoje fonte da sua promotora.
 

Cesária Évora está bem, e chegou sexta-feira a Cabo Verde, disse fonte da Tumbao, a promotora que a representa em Portugal. A mesma fonte afirmou que, para evitar comoções à cantora quando da chegada a Cabo Verde, não foi feito qualquer anúncio da sua alta hospitalar.
Iria muita gente ao aeroporto contente por a receber, e Cesária ia emocionar-se e podia ser prejudicial à sua recuperação que prossegue em casa, disse a mesma fonte.
 

Cesária Évora deu entrada no hospital francês a 23 de Setembro, um dia depois de ter anunciado que punha fim à carreira por razões médicas.
 

A cantora decidiu, de acordo com o seu produtor e manager, José da Silva, que iria pôr termo definitivamente à sua carreira, anunciou na altura a Tumbao que explicou à Lusa que, apesar da tristeza de Cesária [Évora], que não queria abandonar os palcos, por conselho médico viu-se forçada a tal.
 

No dia 26 de Setembro, José da Silva, em entrevista à Lusa, disse que a cantora ainda estava fraca mas o perigo maior já passou.
José da Silva declarou também que Cesária Évora está afastada dos palcos, mas não é de excluir que possa vir a gravar de novo e a colaborar com outros cantores.
 

Cesária Évora nasceu no Mindelo a 27 de Agosto de 1941 e é considerada a embaixadora da morna, música tradicional das ilhas cabo-verdianas, tendo já editado 24 discos, entre originais, espectáculos ao vivo e parcerias com outros artistas como Caetano Veloso ou Marisa Monte.
 

A 10 de Maio do ano passado, Cesária Évora foi submetida a uma cirurgia de urgência ao coração, também em França, onde permaneceu um mês em recuperação.
 

A 16 de Junho desse ano, a "diva dos pés descalços", como é referenciada pela imprensa francesa, regressou à cidade onde nasceu para "descansar" e para que os cabo-verdianos vissem que estava bem, disse na altura à Lusa.
 

Pouco tempo depois, tornaria a cantar com os seus músicos habituais e a preparar um novo disco de originais. Este trabalho não tem data certa para sair, talvez em 2012, disse a cantora à Lusa no mês passado.