13/03/2012
TACV e Luxair com voos para Cabo Verde neste Verão
A companhia aérea cabo-verdiana TACV vai realizar dois voos no Verão, do Luxemburgo para Cabo Verde. O primeiro está marcado para 28 de Julho, com destino a São Vicente, e o segundo, para a Praia, a 7 de Agosto.
Também a LuxairTours vai operar voos para Cabo Verde a partir deste Verão, para o Sal e Boa Vista.
Os voos LuxairTours vão ser realizados à terça-feira, entre 17 de Abril e 6 de Novembro, e à sexta-feira, entre 20 de Abril e 22 de Junho, bem como de 21 de Setembro e 2 de Novembro.
Cumpre-se assim uma velha aspiração da comunidade cabo-verdiana residente no Luxemburgo, que há muito reclamava ligações directas entre o Grão-Ducado e o arquipélago na época estival.
Também a LuxairTours vai operar voos para Cabo Verde a partir deste Verão, para o Sal e Boa Vista.
Os voos LuxairTours vão ser realizados à terça-feira, entre 17 de Abril e 6 de Novembro, e à sexta-feira, entre 20 de Abril e 22 de Junho, bem como de 21 de Setembro e 2 de Novembro.
Cumpre-se assim uma velha aspiração da comunidade cabo-verdiana residente no Luxemburgo, que há muito reclamava ligações directas entre o Grão-Ducado e o arquipélago na época estival.
Fonte: Rádio Latina
10/03/2012
07/03/2012
Atraso na obtenção de passaporte enerva cabo-verdianos
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| Clara Delgado |
No encontro, que tinha como objectivo ouvir a comunidade, estiveram presentes Antão Lopes Freitas, presidente da Associação "Estrela do Norte”, João da Luz, presidente da Federação das Associações Cabo-verdianas no Luxemburgo e responsável pelo programa "Morabeza” na Rádio Latina, e ainda Carlo Lima, representante da delegação de estrangeiros de Ettebruck.
Apesar da fraca participação, foram levantadas algumas questões que preocupam a comunidade. A questão da demora na obtenção dos passaportes foi um dos assuntos colocados pelos presentes. Esta é uma preocupação antiga dos cerca de 8 mil cidadãos cabo-verdianos residentes no Luxemburgo, que estão condicionados a esta única forma de identificação. Também se falou sobre o facto de a comunidade cabo-verdiana ter pouco tempo de antena na Rádio Latina e, conforme disse Pedro Santos da Rádio Norte, "já é tempo de a Embaixada de se interessar mais sobre esse assunto".
Outro tema falado foi a realização, no Verão, de dois voos da TACV – companhia aérea cabo-verdiana - para Cabo Verde a partir do Luxemburgo, o primeiro no dia 28 de Julho, para São Vicente, e outro dia 7 de Agosto para a Praia. Estes voos são directos do Luxemburgo para estas duas ilhas de Cabo Verde. Para Clara Delgado, "o balanço foi positivo", mas lamentou a "fraca adesão da comunidade a este tipo de encontros, que são sempre benéficos para todos".
Fonte: CONTACTO/Rui Melo
06/03/2012
Brasil: Quilombolas fazem parte de um país "de alguma fora invisível", diz autor de documentário
Os quilombolas também são brasileiros (que vivem no estado do Maranhão e têm origens em Cabo Verde e Guiné-Bissau), mas são de “um Brasil de alguma fora invisível”, alheado de carnavais e futebóis, diz Paulo Nuno Vicente, autor de um documentário sobre estes descendentes de escravos africanos que lutam pelo direito à terra.
“Kilombos” é o nome do documentário realizado pelo jornalista Paulo Nuno Vicente, com direção de imagem de Luís Melo e financiado pelo Instituto Marquês de Valle-Flôr (IMVF), que será mostrado pela primeira vez no seminário internacional dedicado à cultura dos quilombolas, na quarta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Em declarações à Lusa, Paulo Nuno Vicente explicou que quis mostrar “um retrato que sai fora do postal”, mas que, acredita, “é importante conhecer”, porque revela “o Brasil contemporâneo”.
“Este é também o Brasil, um Brasil de alguma forma invisível. Está fora do Carnaval, fora do futebol, das praias repletas de mulheres esculturais”, realça.
Os quilombolas que o documentário retrata – que vivem no estado do Maranhão e têm origens em Cabo Verde e Guiné-Bissau – “vivem à sombra de um quadro de direitos que é consagrado legalmente, quer nacionalmente, dentro do Brasil, quer internacionalmente, quando falamos de direitos humanos”.
“É algo paradoxal que seja possível encontrar, ainda hoje, comunidades (…) em que a violação de direitos democráticos básicos acontece diariamente”, seja por impossibilidade de acesso à escola ou por invasão de terras, assinala o jornalista.
Os “crimes contra pessoas e património” são frequentes nos quilombos (nome das povoações, que se estimam em mais de três mil no Brasil), relata Paulo Nuno Vicente, referindo a violência que afeta sobretudo as pessoas que, dentro das comunidades, têm procurado organizar-se. “Algumas delas são assassinadas ou são de alguma forma perseguidas. (…) Tiveram que, várias vezes, fugir da sua própria casa”, exemplifica.
Todos os sujeitos do filme são quilombolas, à exceção de um, que desafia os espetadores a perguntarem-se quem vive em alojamentos precários nas grandes cidades. “São usualmente pessoas negras, que foram obrigadas a fugir para os centros urbanos, para poderem ter um nível de vida mais aceitável”, responde Paulo Nuno Vicente, lamentando que “este tipo de temas” não mereça uma abordagem “mais aprofundada” por parte dos jornalistas, do Brasil e do mundo.
O documentário “Kilombos” será exibido na quarta-feira, às 16:15, na presença dos autores e acompanhado por um debate.
O seminário internacional organizado pelo IMVF, organização não-governamental para o desenvolvimento portuguesa que trabalha com os quilombolas do Maranhão desde 2004, pretende “dar a conhecer à opinião pública europeia” o balanço de um projeto de três anos, que procurou “promover a cultura como fonte de rendimento e valorização da identidade”.
O projeto, cofinanciado pela Comissão Europeia e pela cooperação portuguesa e que contou com parceiros locais, incluiu, entre outras iniciativas, intercâmbios culturais.
O seminário contará, na sessão de abertura, com Domingos Simões Pereira, secretário-executivo da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), e Manuel Correia, presidente demissionário do IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento). Ao longo do dia, historiadores, investigadores e quilombolas vão debater a cultura deste povo.
A semana dedicada pelo IMVF à cultura quilombola prosseguirá com um programa de conferências e debates em várias câmaras municipais e escolas portuguesas.
“Kilombos” é o nome do documentário realizado pelo jornalista Paulo Nuno Vicente, com direção de imagem de Luís Melo e financiado pelo Instituto Marquês de Valle-Flôr (IMVF), que será mostrado pela primeira vez no seminário internacional dedicado à cultura dos quilombolas, na quarta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Em declarações à Lusa, Paulo Nuno Vicente explicou que quis mostrar “um retrato que sai fora do postal”, mas que, acredita, “é importante conhecer”, porque revela “o Brasil contemporâneo”.
“Este é também o Brasil, um Brasil de alguma forma invisível. Está fora do Carnaval, fora do futebol, das praias repletas de mulheres esculturais”, realça.
Os quilombolas que o documentário retrata – que vivem no estado do Maranhão e têm origens em Cabo Verde e Guiné-Bissau – “vivem à sombra de um quadro de direitos que é consagrado legalmente, quer nacionalmente, dentro do Brasil, quer internacionalmente, quando falamos de direitos humanos”.
“É algo paradoxal que seja possível encontrar, ainda hoje, comunidades (…) em que a violação de direitos democráticos básicos acontece diariamente”, seja por impossibilidade de acesso à escola ou por invasão de terras, assinala o jornalista.
Os “crimes contra pessoas e património” são frequentes nos quilombos (nome das povoações, que se estimam em mais de três mil no Brasil), relata Paulo Nuno Vicente, referindo a violência que afeta sobretudo as pessoas que, dentro das comunidades, têm procurado organizar-se. “Algumas delas são assassinadas ou são de alguma forma perseguidas. (…) Tiveram que, várias vezes, fugir da sua própria casa”, exemplifica.
Todos os sujeitos do filme são quilombolas, à exceção de um, que desafia os espetadores a perguntarem-se quem vive em alojamentos precários nas grandes cidades. “São usualmente pessoas negras, que foram obrigadas a fugir para os centros urbanos, para poderem ter um nível de vida mais aceitável”, responde Paulo Nuno Vicente, lamentando que “este tipo de temas” não mereça uma abordagem “mais aprofundada” por parte dos jornalistas, do Brasil e do mundo.
O documentário “Kilombos” será exibido na quarta-feira, às 16:15, na presença dos autores e acompanhado por um debate.
O seminário internacional organizado pelo IMVF, organização não-governamental para o desenvolvimento portuguesa que trabalha com os quilombolas do Maranhão desde 2004, pretende “dar a conhecer à opinião pública europeia” o balanço de um projeto de três anos, que procurou “promover a cultura como fonte de rendimento e valorização da identidade”.
O projeto, cofinanciado pela Comissão Europeia e pela cooperação portuguesa e que contou com parceiros locais, incluiu, entre outras iniciativas, intercâmbios culturais.
O seminário contará, na sessão de abertura, com Domingos Simões Pereira, secretário-executivo da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), e Manuel Correia, presidente demissionário do IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento). Ao longo do dia, historiadores, investigadores e quilombolas vão debater a cultura deste povo.
A semana dedicada pelo IMVF à cultura quilombola prosseguirá com um programa de conferências e debates em várias câmaras municipais e escolas portuguesas.
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02/03/2012
Escuteiros de Santo Afonso de novo em acção por Cabo Verde
| Os escuteiros de Santo Afonso e o Comité Spencer vão ajudar cerca de 300 alunos em Cabo Verde |
O Agrupamento de Escuteiros de Santo Afonso vai voltar às ruas no próximo fim-de-semana para recolher material escolar para Cabo Verde. O único grupo de escuteiros portugueses no Luxemburgo, pertencente ao Lëtzebuerger Guiden a Scouten, vai estar no Centro Comercial Pall Center, em Oberpallen, no Centre Espace (Match), em Bereldange, e no Match de Ettelbruck já neste sábado, dia 3 de Março.
A campanha de solidariedade teve início a 10 de Dezembro de 2011 e é uma iniciativa da secção dos Pioneiros de Santo Afonso, mas engloba todo o agrupamento.
"Enquanto agrupamento queremos transmitir aos nossos escuteiros a ideia do desenvolvimento da solidariedade", referiu ao CONTACTO a responsável do agrupamento, Dulce Pereira.
A recolha vai servir para ajudar o pólo educativo número 5 de Chã da Silva, concelho de Santa Cruz, na ilha de Santiago.
"A escola que vamos ajudar pertence a uma comunidade agrícola que proporciona ensino gratuito a cerca de 300 alunos, que partilham cinco salas de aula e duas casas de banho. A escola ainda enfrenta enormes dificuldades com material escolar e didáctico", explica Dulce Pereira, que apela à "solidariedade de todos".
"Apelamos às pessoas que façam um pequeno gesto, comprando um lápis, uma caneta ou uma borracha, e deixando esses materiais à saída, para ajudarmos estas crianças a sorrirem. Queremos que a escola se torne um prazer e que cada criança tenha o seu caderno e o seu lápis. É uma forma de contribuirmos decisivamente para o sucesso escolar dessas crianças", diz.
A escolha da escola e o envio dos materiais é da responsabilidade do Comité Spencer, associação sediada no Luxemburgo com quem o agrupamento escutista já trabalhou noutro projecto na ilha de S. Antão.
No final de Abril, o Comité Spencer deverá enviar para Cabo Verde um contentor com o material recolhido e outros materiais recolhidos pela associação junto de algumas comunas no Luxemburgo.
Mas há outros apoios no horizonte. "Lançámos o desafio ao Banco do Luxemburgo e pode ser que nos ajudem a outro nível, com computadores, impressoras e fax", revela Dulce Pereira.
As próximas acções de recolha de material e donativos estão agendadas para 24 de Março e 21 de Abril.
Para além do material, os interessados podem também participar nesta acção através de donativos a fazer por transferência bancária para uma das contas do agrupamento (Banque BCP: LU14 0250 0442 3191 9000; CGD: LU29 3020 0107 9900 1011, ou BCEE: LU88 0019 3055 3931 8000, com a menção Capscout). O montante vai ser todo aplicado na compra de materiais.
Mais informações pelos telefones 621 659 106 ou 621 418 513.
HB
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01/03/2012
Luxemburgo financia Cabo Verde com 500 mil euros para optimizar energia
O Luxemburgo assinou esta semana com Cabo Verde uma convenção de financiamento para um estudo sobre desenvolvimento de estratégias de optimização energética, no valor de 500 mil euros.
O estudo, a ser concretizado pelo instituto alemão Ifas, visa operacionalizar o realizado em 2010 pela empresa portuguesa Martifer.
As energias eólica, solar e geotérmica são as possibilidades identificadas em Cabo Verde.
A convenção foi assinada pelo ministro das relações Exteriores cabo-verdiano, Jorge Borges, e pelo encarregado de negócios da embaixada do Luxemburgo na Cidade da Praia, Thierry Lippert, e insere-se no quadro do III Programa Indicativo de Cooperação entre os dois países, assinado em Julho de 2010 para o período 2011/15.
O estudo, a ser concretizado pelo instituto alemão Ifas, visa operacionalizar o realizado em 2010 pela empresa portuguesa Martifer.
As energias eólica, solar e geotérmica são as possibilidades identificadas em Cabo Verde.
A convenção foi assinada pelo ministro das relações Exteriores cabo-verdiano, Jorge Borges, e pelo encarregado de negócios da embaixada do Luxemburgo na Cidade da Praia, Thierry Lippert, e insere-se no quadro do III Programa Indicativo de Cooperação entre os dois países, assinado em Julho de 2010 para o período 2011/15.
Clara Delgado ouve cabo-verdianos do Norte no domingo
| Clara Delgado |
O encontro vai ter lugar no edifício "Hall du Deich", pelas 15h, e tem como objectivo auscultar as eventuais preocupações da comunidade cabo-verdiana.
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Inscrições para curso de Francês até 15 de Março
As aulas começam no dia 1 de Março, mas as inscrições prolongam-se até dia 15 do mesmo mês. As aulas são ministradas todas as terças e quintas-feiras, entre as 19h e as 21h, na sede da associação Amizade Cabo-verdiana (19, Rue Michel Welter), na capital.
O preço do curso são 50 euros. Mais informações através do tel. 691 630 030 (Rúben Mendes).
29/02/2012
Tribunal condena ex-directora da Miss Global Cabo Verde por não pagar prémio do concurso
| Natascha Bintz Foto: M: Dias |
Natascha Bintz prometeu à vencedora do concurso os bilhetes de avião até à Jamaica para representar Cabo Verde no evento internacional, mas na hora da viagem, as despesas ficaram por conta de Yasmine Lima.
O Tribunal deu como provado a falta de pagamento do prémio, tal como aconteceu dias antes da deslocação a Montego Bay, na Jamaica, em meados de Setembro de 2011.
"Natascha Bintz confirmou a viagem de Yasmine Lima até à Jamaica. A citada, à última da hora, alterou o seu compromisso [...], o que obrigou Yasmine Lima a viajar pelos seus próprios meios", pode ler-se no acórdão.
Natascha Bintz organizou no ano passado a primeira edição da Miss Global Cabo Verde e foi agora condenada a pagar o valor da viagem.
O tribunal condenou também a ex-directora do concurso a pagar os gastos de representação efectuados por Yasmine Lima na Jamaica, assim como as taxas de juro, as custas judiciais do processo e os honorários do advogado da queixosa.
"Fiquei contente com o resultado do Tribunal. Ela [Natascha Bintz] dizia que queria fazer algo pelos cabo-verdianos, mas não compreendi o que ela queria fazer. Fica aqui uma prova de que os cabo-verdianos não se deixam pisar", disse Yasmine à CABOLUX/CONTACTO.
Yasmine Lima venceu o concurso Miss Global Cabo Verde a 18 de Junho de 2011, no Luxemburgo.
Depois, a 24 de Setembro, ficou em terceiro lugar no concurso Miss Global International, na Jamaica.
HB
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