14/07/2013

Cabo-verdianos animaram centro de Ettelbruck

A associação cabo-verdiana Veteranos do Norte organizou no sábado, na Grand-rue, em Ettelbruck, um dia dedicado à cultura cabo-verdiana.



Os moradores e comerciantes do centro de Ettelbruck acordaram no sábado de manhã ao som de batuques exóticos, tribais e bem africanos. A animação musical dava início a um dia dedicado inteiramente à cultura e à comunidade cabo-verdiana na cidade nortenha.

O burgomestre de Ettelbruck Jean-Paul Schaaf e a encarregada de Negócios de Cabo Verde no Luxemburgo, Clara Delgado, foram algumas das individualidades oficiais que passaram pelo evento.

A grande afluência de público deu-se pela tarde, transeuntes que tinham vindo fazer compras ao centro da cidade, mas que depressa se transformaram em espectadores da festa cabo-verdiana atraídos pela animação, pela música e pelos perfumes da gastronomia do arquipélago.

No local, havia ainda vários stands de associações da comunidade cabo-verdiana do norte do país, da comuna de Ettelbruck e do Sindicado Iniciativa, bem como uma exposição com obras de arte, fotografias, têxteis, artesanato de Cabo Verde.

Além do conhecido artista plástico cabo-verdiano residente no Luxemburgo, Nelson Neves, refira-se também a presença do artesão Beto Diogo, que veio expressamente de Cabo Verde expor as suas "sandálias albergas".

Esta foi a primeira vez que um evento destas dimensões e exclusivamente dedicado à cultura cabo-verdiana teve lugar em Ettelbruck.


Fonte: CONTACTO/Félix Andrade - texto e fotos

13/07/2013

Cantor cabo-verdiano Bana morreu hoje, calou-se o “Rei da Morna”

O cantor cabo-verdiano Bana, conhecido como o "Rei da Morna", faleceu hoje de madrugada no Hospital de Loures, em Portugal, vítima de doença prolongada, disse à agência Lusa fonte oficial.

 



Bana, de nome completo Adriano Gonçalves, 81 anos, foi um dos nomes que mais ajudou a projectar a música de Cabo Verde no mundo, desempenhando um papel fundamental como agente da cultura do arquipélago.

Bana nasceu em 11 de Março de 1932, no Mindelo, São Vicente, Cabo Verde. Gravou mais de meia centena de discos, ao longo da sua carreira, iniciada em 1942, com apenas dez anos, nas ruas e cafés da cidade que o viu nascer. O corpo de Bana estará em câmara ardente na Igreja de Benfica e o funeral será domingo.

Quem era Bana?

 

O cantor cabo-verdiano Bana faleceu vítima de doença prolongada, após uma longa carreira de 70 anos.
Conhecido mundialmente, Bana gravou mais de meia centena de LP e EP ao longo da sua carreira, iniciada em 1942 no Mindelo, cidade onde nasceu a 11 de Março de 1932, dez anos antes da sua conterrânea Cesária Évora, falecida a 17 de Dezembro de 2011, tendo sido apadrinhado por B.Leza, um dos maiores músicos, poetas e compositores de Cabo Verde.

Alto (quase dois metros) e bonacheirão, de sorriso fácil e atento, embora alguns lembrem que quando se irritava se tornava insuportável, Bana deixa um legado extra carreira, pois foi graças ao "Rei da Morna" que muitas das atuais "estrelas" da música cabo-verdiana começaram a brilhar.

Foi Bana quem ajudou, por exemplo, Celina Pereira, Paulino Vieira, Tito Paris, Leonel Almeida, Titina, Zizi Vaz, entre muitos outros, abrindo caminho a que a décima ilha, a da diáspora, pudesse ser iluminada com tanta estrela.

Em Maio de 2008, a saúde pregou-lhe uma partida, quando sofreu um acidente vascular cerebral. Foram meses duros, mas que não o impediram de, depois, voltar a pegar no violão, pouco usual, e a cantar.
Companheiro de todos os "históricos" da música cabo-verdiana, Bana foi embalado pelos instrumentos tocados por Manuel d'Novas, Luís Morais, Morgadinho, entre muitos outros de todas as gerações.
Em 2012, foi distinguido com o Prémio Carreira, pelo Cabo Verde Music Awards, sucedendo a Cesária Évora, a "Rainha da Morna".

Bana foi alvo de inúmeras homenagens e uma das mais comoventes aconteceu em Junho de 1992, quando viu encher a sala da Aula Magna, em Lisboa, para celebrar 50 anos de carreira na presença de todas as gerações.

Luís Morais, Manuel d'Novas, Celina Pereira, Ildo Lobo, Morgadinho, Manel de Ti Djena, Ana Firmino, Zizi Vaz, Fernanda Queijas, Maria Alice, Titina, Leonel Almeida, Paulino Vieira, Tói Vieira, Armando Tito, Djon, Tito Paris, Vaiss, Nabias, Quim e Nando, todos nomes sonantes, estiveram lá a tocar para o "Rei da Morna".

"Bana: Uma Vida a Cantar Cabo Verde" conta a sua vida num livro biográfico, escrito pela jurista portuguesa Raquel Ochôa, lançado em 2008 em Lisboa.

Antes de chegar a Portugal, o que só aconteceu em 1969, Bana passou pelo Senegal, Holanda, França e por muitos palcos do mundo, onde foi gravando discos uns atrás dos outros, a solo ou com os "Voz de Cabo Verde".

A "estreia" em Portugal, que aconteceu na inauguração da Casa de Cabo Verde em Lisboa, dá-se pela insistência de vários elementos da Tuna Académica de Coimbra, que tentava levá-lo à então Metrópole em 1959. Entre eles figuravam Manuel Alegre e Fernando Assis Pacheco.

10/07/2013

José Maria Neves apelou à união dos cabo-verdianos durante comemorações do dia da independência

Durante um dia, Roterdão foi a capital das comemorações do 38° aniversário da independência de Cabo Verde, num encontro presidido pelo primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves. O Luxemburgo esteve representado pela encarregada de negócios da Embaixada de Cabo Verde no Grão-Ducado, Clara Delgado.

O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves,
chefiou a delegação cabo-verdiana a Roterdão
O encontro teve lugar em Roterdão, no sábado, e contou ainda com a presença de Fernanda Fernandes, ministra das comunidades e antiga encarregada de negócios no Luxemburgo entre 2005 e 2008, e ainda de Mário Lúcio Sousa, ministro da Cultura, além de diplomatas de vários países.

O Luxemburgo fez-se representar pela encarregada de negócios da Embaixada de Cabo Verde no Grão-Ducado, Clara Delgado, mas estiveram também presentes no encontro internacional diplomatas da Alemanha e do Benelux. José Maria Neves exaltou as conquistas de Cabo Verde ao longo da sua história e assinalou os desafios de governar um país assolado pela escassez de recursos naturais.

"Um país que de riquezas só tem vento, sol, mar, e pouco mais, mas também um país com muitas pedras preciosas, que são cada um dos cabo-verdianos e cabo-verdianas que estão nas ilhas ou na diáspora", disse o primeiro-ministro cabo-verdiano.

Roterdão, um dos primeiros destinos de emigração dos cabo-verdianos, foi uma escolha natural para o encontro internacional, explicou José Maria Neves.

"A Holanda foi uma cidade de luz e um dos principais apoiantes de Cabo Verde na luta pela independência", disse o governante, sublinhando que "foram os cabo-verdianos emigrantes na Holanda que mostraram o caminho de Cabo Verde" e que contribuíram para que o país fosse "visto com bons olhos" internacionalmente.

O governante reservou também uma palavra de agradecimento ao Luxemburgo, com quem Cabo Verde tem há vários anos acordos de cooperação.

"Não conseguimos retribuir a grandeza da cooperação com Cabo Verde", disse o primeiro-ministro.
Elogiando as comunidades na diáspora, José Maria Neves apelou à união dos cabo-verdianos para ultrapassar os desafios do país e recordou a importância de todos para a conquista da independência.

"O dia 5 de Julho foi o dia em que tomámos nas nossas mãos a liberdade de escrever o nosso destino e assumimos a responsabilidade de construir um país respeitado no mundo inteiro", recordou.

"Que futuro teria um país sem água, luz ou riquezas naturais? Temos de ser justos com aqueles que começaram, que colocaram as primeiras pedras e construíram os alicerces do país com a sua coragem e determinação", acrescentou.

Muitos foram os cabo-verdianos presentes em Roterdão
"Ganhámos o desafio da independência e quinze anos depois fizemos a abertura da democracia, ultrapassando vários desafios, e tornámo-nos numa referência de democracia na África. Ocupamos a 27a posição no mundo inteiro", disse José Maria Neves.

O primeiro-ministro cabo-verdiano lembrou também o convite de Obama para visitar a Casa Branca e congratulou-se com o prestígio que Cabo Verde conseguiu conquistar. "Nós somos um país africano, e representamos uma África positiva, capaz e empreendedora", afirmou.

Para José Maria Neves, os maiores desafios no futuro são o desenvolvimento do turismo sustentado, a criação de formas de aproveitamento das águas da chuva, a construção de barragens, melhoria dos aeroportos, portos e meios de transportes, e a valorização das riquezas naturais e do mar, com o desenvolvimento de indústrias de conserva e de transformação de peixe.

MINISTROS TAMBÉM DANÇARAM

A tarde foi animada com música ao vivo, com artistas como Américo Brito e Jaqueline Fortez, filha de emigrantes no Senegal.

O grupo de batucadeiras "Sima nos e so nos" conseguiu mesmo que Mário Lúcio, ministro da Cultura de Cabo Verde, desse uns passinhos de dança, passando depois a solada (pano tradicional usado no batuque) à ministra das Comunidades, Fernanda Fernandes, que também dançou.

Foi da antiga encarregada de Negócios do Luxemburgo que veio um dos discursos mais emotivos do dia. Fernanda Fernandes, que cresceu e estudou em Portugal, diz que se sente por isso muito próxima dos emigrantes cabo-verdianos, e apelou a que todos trabalhem em prol do país.

A ministra das Comunidades, Fernanda Fernandes, deu um pé de dança
"Cada um de nós tem um compromisso para com Cabo Verde. Todos nós podemos ajudar o país a tornar-se num país cada vez melhor", desafiou Fernanda Fernandes, garantindo que está a fazer a sua parte, enquanto ministra das Comunidades, um cargo que lhe dá prazer "por poder estar perto das diásporas".

O encontro internacional serviu também para promover contactos económicos, disse ao CONTACTO o cônsul-geral da Holanda, Belarmino Monteiro Silva.

"Juntou-se o útil ao agradável, uma vez que, além desta grande festa com os cabo-verdianos, também se proporcionaram encontros de interesse económico para ambos os países. Estou extremamente contente e feliz pela participação dos imigrantes residentes aqui na Holanda e também nos países vizinhos, como o Luxemburgo, Bélgica, França e Alemanha, que se juntaram a nós nesta celebração", disse ao CONTACTO o Belarmino Monteiro.

O diplomata frisou a importância de assinalar a data da independência do país junto dos cabo-verdianos e dos seus descendentes, mostrando-lhes que "devem sentir-se orgulhosos pelo percurso de Cabo Verde, que nos 38 anos de independência conseguiu passar de país pobre para país de desenvolvimento médio".
"Não existem países grandes ou pequenos, existem grandes países e pequenos países, e Cabo Verde é um grande país", sublinhou o cônsul na Holanda.Na festa estiveram ainda muitos cabo-verdianos residentes na Holanda.

Osvaldo Brito, a viver no país há 25 anos, garante que os cabo-verdianos estão muito bem integrados na sociedade holandesa."A tal ponto que quase nos esquecemos que somos cabo-verdianos e já não precisamos das associações para esse efeito", disse ao CONTACTO.

Romira Rocha, outra emigrante cabo-verdiana na Holanda com quem o CONTACTO falou, confirma a boa integração dos cabo-verdianos no país, mas alerta para o desinteresse dos jovens pela educação e a formação profissional, fortemente apoiada pelo governo holandês.
Antão Freitas, residente no Luxemburgo há mais de duas décadas, representou a comunidade cabo-verdiana do Grão-Ducado nas comemorações em Roterdão.

Num discurso emotivo, o presidente da associação Estrela do Norte, sediada em Ettelbruck, e membro da Comissão Consultiva para Estrangeiros de Schieren, agradeceu ao Luxemburgo pelas oportunidades que tem dado à comunidade cabo-verdiana.
Antão Freitas elogiou ainda o apoio e a participação activa na vida da comunidade da actual encarregada de negócios no Luxemburgo, Clara Delgado.

Fonte: CONTACTO/Aleida Vieira, em Roterdão - texto e fotos

07/07/2013

Torneio em Hamm: Veteranos de Porto Novo arrancam primeiro lugar

O evento organizado pela Micau que celebrou a independência de Cabo Verde foi ganho pela equipa de veteranos de Porto Novo.

Foto: Á. Cruz
 
(ÁC) A equipa dos veteranos do Porto Novo foi a vencedora do torneio da categoria que assinalou a Independência de Cabo Verde e se disputou na tarde sábado em Hamm.

A vitória na final frente aos Veteranos do Norte pelo resultado de 3-1 traduziu a maior valia da formação nortista perante os seus adversários.

Para a atribuição os 3° e 4° lugares, os Veteranos do Monte Sossego derrotaram a congénere dos Veteranos do Norte de Portugal por três golos sem resposta.

O melhor marcador foi Telmo Matos, dos Veteranos do Porto Novo, o troféu de melhor guarda-redes foi entregue a Simão dos Veteranos do Norte e o prémio Fair -Play à equipa das Velhas Glórias da Micau.

06/07/2013

Alunas comemoraram independência de Cabo Verde com dança, música e memórias de Amílcar Cabral

Amílcar Cabral foi recordado na conferência promovida
por um grupo de alunas de várias nacionalidades, um evento
que contou com a presença do pintor Nelson Neves (à dta.)
 
O dia 5 de Julho é uma data que não passa despercebida a nenhum cabo-verdiano, esteja ele dentro ou fora do país. No dia em que se assinalou o 38º aniversário da independência de Cabo Verde, seis alunas da École Privée Fieldgen juntaram o útil ao agradável e escolheram este tema para o projecto de fim de ano. Dança, música e uma conferência sobre Amílcar Cabral marcaram o dia.
 
O evento teve lugar no Centro Cultural da Gare e contou com a presença de Clara Delgado, encarregada de negócios de Cabo Verde no Luxemburgo, Jean Marc Heyert, presidente da associação cabo-verdiana de Fameck, Nelson Neves, pintor, e do Comité Spencer, a associação de jovens cabo-verdianos no Luxemburgo.

Clara Delgado abriu a sessão lembrando o papel fundamental dos emigrantes na construção da nação cabo-verdiana.

Na conferência, Jean Marc Heyert recordou a vida e obra de Amílcar Cabral e sublinhou que o herói cabo-verdiano "fez aquilo que os portugueses nunca conseguiram: unir os povos" e levá-los, através da auto-confiança e da procura de conhecimento, "a lutar pela independência".

Para o presidente da associação cabo-verdiana de Fameck, os cabo-verdianos devem ter orgulho no seu país, sublinhando o facto de Cabo Verde ocupar o segundo lugar no ranking do melhor país africano para viver, alcançando 68 pontos em 100, com base em critérios como a estabilidade política, liberdade de expressão, taxas de mortalidade e esperança média de vida. 

"Cabral conseguiu atrair a atenção do mundo inteiro para a sua causa", disse Heyert, explicando que, após inúmeras tentativas falhadas de Salazar e do General Spínola para capturar Amilcar Cabral, Portugal mudou de estratégia e decidiu fazer "uma lavagem cerebral aos combatentes guineenses".

O general português plantou a semente da discórdia, dizendo aos combatentes guineenses que as causas de Cabo Verde e da Guiné eram diferentes, e que, como o PAIGC fora criado por cabo-verdianos (Amílcar Cabral, Luis Cabral, Pedro Pires, Arestides Pereira), só iria defender os interesses dos cabo-verdianos.

Nelson Neves, pintor cabo-verdiano residente no Grão-Ducado, apelou à valorização da história e cultura cabo-verdianas e elogiou a iniciativa das jovens organizadoras.

Para as jovens finalistas do 12º ano, foi um desafio descobrir a história do país, e a pesquisa que efectuaram ensinou-lhes muitos factos que desconheciam.

"Apesar de frequentar a comunidade cabo-verdiana, havia muita coisa da história do país que desconhecia completamente e que com certeza muitos outros jovens não conhecem", salientou um dos membros do grupo, composto por seis elementos: as portuguesas Stéphanie Dias e Kelly Gomes, a luxemburguesa Suzanne Kohl, a cabo-verdiana Maryline Monteiro e Kim Vo, vietnamita.

Apesar de reunir várias nacionalidades, o grupo, que adoptou o nome Insular, não teve dificuldades em unir-se para a mesma causa.

"Éramos um grupo muito unido. Todos sabíamos o que tínhamos a fazer e com o apoio do comité Spencer foi tudo mais fácil", disseram ao CONTACTO.

O grupo tem planos para organizar uma viagem a Cabo Verde no último ano do liceu.
A festa da independência contou ainda com grupos de dança e com as cantoras Letícia e Jamila.

Fonte: CONTACTO/Aleida Vieira - texto e fotos

05/07/2013

Associação Cabo-verdiana Notre-Dame do Norte apresenta-se oficialmente este sábado

A Cabo-verdiana Notre-Dame do Norte é a mais recente associação cabo-verdiana no Luxemburgo. Com três meses de existência, a associação vai ser apresentada oficialmente este sábado, durante os festejos da Independência de Cabo Verde, a ter lugar entre as 21h e as 3h, no Halle Michels (59, rue Minchel Thilges), em Wiltz.

"A associação já existe há três meses, mas vai ser apresentada agora no sábado", confirmou a vice-presidente, Lucete Ramos.

"Ajudar hospitais, escolas e igrejas em Cabo Verde são os principais objectivos da associação", garante a dirigente associativa, que abre também as portas a actividades no Luxemburgo.

"Também aqui no Luxemburgo vamos estar de portas abertas para ajudar a comunidade, dentro das nossas possibilidades".

Além de Lucete Ramos (vice-presidente), o corpo directivo da Cabo-verdiana Notre-Dame do Norte conta com Vitorino Veríssimo (presidente), Benvindo Sousa (secretário), Lúcia Monteiro (tesoureira), entre outros.
Para mais informações e novos membros pode contactar a associação através do tel. 621 321 970.

04/07/2013

Empresa no Luxemburgo recolhe 15 mil euros para famílias de Mindelo em Cabo Verde

A administração e os funcionários da Husky Injection Molding Systems entregaram na passada quarta-feira um cheque de 15 mil euros à ONG luxemburguesa SOS Villages d’Enfants Monde para apoiar o programa de fortalecimento familiar em Mindelo, Cabo Verde.

A Husky recolheu 15 mil euros para as famílias mais carenciadas de Mindelo, em Cabo Verde
 
A 8 de Junho passado, 68 funcionários da Husky participaram na oitava ING Marathon Luxembourg com o intuito de mostrar solidariedade mais uma vez para com a SOS Villages d’Enfants Monde, recolhendo 15 mil euros.

Em sete anos de recolhas de fundos para a SOS Villages d’Enfants Monde, a Husky soma já o montante de 102 mil euros.

"Estou grata à Husky e aos seus funcionários pela confiança generosidade renovadas e por se terem envolvido mais uma vez na nossa causa, neste caso em favor das crianças e famílias mais carenciadas de Mindelo, em Cabo Verde, país que tem ainda hoje uma grande pobreza", disse a directora daquela ONG, Sophie Molitor.

Lançado em 2009, o programa de reforço de famílias carenciadas de Mindelo, na ilha de São Vicente, é gerido por um Centro Social SOS.

Este programa tem como objectivo prevenir o abandono de crianças e fortalecer as famílias mais vulneráveis da cidade do Mindelo, que enfrentam significativos problemas socioeconómicos.

Em 2012, 540 crianças e 160 famílias foram beneficiadas por este programa, que leva a cabo diversas medidas nas áreas da alimentação, saúde, educação, entre outras.

A SOS Village d'Enfants Monde é membro da Federação Mundial das Aldeias de SOS, uma ONG não-denominacional que apoia crianças órfãs, abandonadas e carentes em 133 países.

Escuteiros de Santo Afonso partiram esta manhã para Cabo Verde

Os Escuteiros de Santo Afonso partiram esta manhã para Cabo Verde com o objectivo de dar um novo visual à Escola Ribeira de Bodes, na ilha de Santo Antão, e angariar mais material escolar para a Escola Primária do Bairro Berlim, na mesma ilha. O foto-repórter do wort.lu/pt e do CONTACTO esteve lá.

Foto: Manuel Dias
O grupo que chega hoje a Cabo Verde é constituído por oito CaraPio (Pioneiros), cinco RaRo (Caminheiros) e dois dirigentes, que vão trabalhar directamente com os escuteiros de Cabo Verde, com as crianças das escolas que ajudaram no passado e que também vão ajudar a pintar a escola.
Sob a dívisa “Juntos vamos mais longe”, este projecto, no qual os escuteiros estiveram a trabalhar este ano, intitula-se "CapScouts".
Este não é o primeiro projecto dos Escuteiros de Santo Afonso em Cabo Verde. Já em 2012, o agrupamento tinha enviado kits de material didáctico para uma escola de Santiago.

Fonte: Wort.lu

01/07/2013

Cabo-verdianos festejam independência no Luxemburgo

Os cabo-verdianos no Luxemburgo preparam-se para a festa de sexta-feira
Foto: Álvaro Cruz

A comunidade cabo-verdiana no Luxemburgo tem tudo a postos para as festividades do 38° aniversário da Festa da Independência de Cabo Verde, celebrada a 5 de Julho.

O grupo de alunos do 12° ano da Ecole Privée Fieldgen (grupo "Insula") organiza esta sexta-feira, dia 5 de Julho, uma festa no Centre Culturel et Societaire (29, rue de Strasbourg), no Bairro da Gare, na cidade do Luxemburgo.

O evento, que tem lugar entre as 17h30 e as 22h, faz parte do projecto de fim de ano dos alunos Stéphanie Dias, Kelly Gomes, Suzanne Kohl, Maryline Monteiro e Kim Vo.

A animação musical vai estar a cabo do Dj Cabo-Boy, diversos cantores e dançarinos. Está ainda programada uma exposição do artista plástico Nelson Neves e uma conferência sobre o herói da luta pela independência de Cabo Verde e Guiné-Bissau, Amílcar Cabral.

Animada pelo presidente da Association Capverdienne de Fameck, Jean Marc Heyert, a conferência conta ainda com a colaboração da Embaixada de Cabo Verde no Luxemburgo e da associação Comité Spencer. Haverá ainda comes e bebes durante a noite e a entrada é livre.

Também esta sexta-feira, a noite cabo-verdiana continua com outra festa, que se prolonga pela noite dentro, mas em Aundun-le-Tiche (França).

A animação vai ter lugar na discoteca Tché (78, rue du Luxembourg), em Audun-le-Tiche, e vai contar com os DJ's Narciso, Vic, Bacardy, Adickson, Wal, Chu, Nix, Semedo, Atlântico e Luís.

A organização informa que há um serviço de autocarros que faz gratuitamente a ligação entre a estação de comboio de Esch-sur-Alzette e a discoteca Tché. A entrada custa 10 euros. Informações e reservas através do tel. 621 192 201.

Embaixada de Cabo Verde fechada na sexta-feira

A Embaixada de Cabo Verde no Luxemburgo informa que vai estar encerrada esta sexta-feira, dia 5 de Julho, por causa do feriado nacional (Dia da Independência Nacional).
A Embaixada convida ainda a comunidade a participar, no sábado, na confraternização das comunidades cabo-verdianas no norte da Europa, que vai contar com a presença do primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, em Roterdão, na Holanda.

Entre as 14h e as 18h (45, Stationsplein), na cidade de Roterdão, espera-se muita animação musical com Carlos Matos & Banda, uma palestra e outras actividades.