O título foi disputado por mais oito candidatas, aclamadas por aguerridas claques dos vários países.
“É uma emoção tão grande, não tenho palavras para descrever o que sinto, não estava nada à espera de ser eu a ganhar, as outras concorrentes são igualmente muito boas, foi muito difícil, mas espero vir a ser uma futura cantora”, confidenciou emocionada a jovem vencedora de 18 anos ao CONTACTO, no momento da eleição.
Na sua actuação, a jovem encantou o público ao interpretar “Ponto de Luz” de Sara Tavares.
Eliane Rodrigues, de 18 anos, foi a candidata que representou o Luxemburgo e conquistou um honroso 2º lugar, tendo Kátia Bragança, de São Tomé e Princípe, alcançado o 3º lugar.
(Da esq. p/ a dta.:) Kátia Bragança, de São Tomé e Princípe, que alcançou o 3º lugar, Joana Ferreira, presidente da APADOC, a presidente da Fundação Infância Feliz e ex-primeira-dama de Cabo Verde, Adélcia Pires,a vencedora Miriam Monteiro e Eliane Rodrigues, que foi a 2a classificada |
O júri era composto por Teófilo Santos, cantor e ex-produtor de Cesário Évora, a cantora Lili Évora e o cantor Jorge Humberto.
Esta é a segunda participação da comunidade cabo-verdiana do Luxemburgo no concurso, depois de no ano passado a representante do Grão-Ducado, Jéssica Delgado, ter vencido a final de Paris, motivo pelo qual coube este ano ao Grão-Ducado a organização do evento internacional.
À frente da organização do evento no Luxemburgo está a Fundação Infância Feliz, pela mão da ex-primeira-dama de Cabo Verde, Adélcia Pires que, com o apoio da Associação dos Pais de Alunos de Origem Cabo-verdiana (APADOC) do Luxemburgo, pretende promover o talento dos jovens cabo-verdianos da diáspora, como nos explicou João da Luz, porta-voz da APADOC.
"A promoção de novas vozes dos jovens, a troca de experiências e o convívio proporcionado entre várias nações é a mais-valia deste evento, com a particularidade de que todos partilham um ponto comum: todos falam a língua crioula”.
À semelhança da edição de 2012, que prestou homenagem a Cesária Évora, a organização prestou este ano homenagem póstuma a artistas cabo-verdianos que nos deixaram recentemente como o cantor Sema Lopi, rei do funaná, e o cantor Bana, rei da morna. A organização pediu um minuto de silêncio na sala do espectáculo.
Os países participantes nesta final foram o Luxemburgo, Portugal, Cabo Verde, França, Suíça, Reino Unido, Estados Unidos, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, com a particularidade de só haver candidatas.
A jovem vencedora Miriam ganhou uma viagem de avião a Cabo Verde, enquanto a segunda e terceira classificadas receberam diplomas de participação e troféus.
Também foram sorteados prémios para o público, entre os quais uma viagem a Cabo Verde e equipamento desportivo.
Estiveram presentes no evento Adélcia Pires, presidente da Fundação Infância Feliz e ex-primeira-dama de Cabo Verde, Joana Ferreira, presidente da Associação dos Pais de Alunos de Origem Cabo-Verdiana (APADOC), Christiane Martin, directora do Gabinete Luxemburguês para o Acolhimento e Integração (OLAI), e Clara Delgado, encarregada de Negócios da Embaixada de Cabo Verde no Luxemburgo.
Nas pausas musicais do festival, o público assistiu à actuação de vários grupos de dança cabo-verdianos, ao talento musical da vencedora da edição anterior, Jéssica Salgado, ao grupo de rap KMS e ao desempenho de um grupo da Grã-Bretanha, que encantou com danças tradicionais de Cabo Verde.
Fonte: Wort.lu/pt/Patrícia Marques
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