19/10/2011

Associação São Vicente organiza jantar de solidariedade

A Associação São Vicente convida a comunidade cabo-verdiana em geral para o seu “Soirée de Solidarité pour les écoles du Cap Vert”.

O jantar vai ter lugar no Centre de Loisirs, em Steinsel (rue de l’Azette), no dia 22 de Outubro, entre as 19h30 e as 3h da manhã e conta com a animação de diversos artistas: Jorge Humberto, Toi Oliveira, Ramiro Lima, Ramiro Da Luz, Djoi D’ninha, Djamil, Humberto Da Graça, Tiago Delgado, Mendyss, Inalino Oliveira, Adelino, David Brazão e o grupo Cabolux.

No mês de Julho a Associação de São Vicente enviou um contentor repleto de mobília escolar oferecida pela autarquia de Differdange para as escolas de Cabo Verde.

O montante recolhido durante o jantar vai servir para pagar as despesas de transporte do contentor até Cabo Verde. O preço do jantar é de 30 euros. Para mais informações contacte: 621 47 19 18, 621 14 62 17, 621 47 20 94.

17/10/2011

Jason Lopes eleito Mister Cabo Verde 2011


Jason foi eleito Mister Cabo Verde 2011
Jason Lopes Santos foi o vencedor da gala Mister Cabo Verde 2011, sucedendo assim a Vladir Santos, detentor do título do ano passado.
 
O evento elege cada ano o melhor representante masculino da comunidade cabo-verdiana no Luxemburgo e na noite deste sábado o Centro Cultural de Hollerich, na capital, foi o palco escolhido para avaliar os dez candidatos a concurso.

Este ano os votos do público foram somados aos votos dos cinco elementos do júri e depois divididos por seis. Algo que também marcou a diferença entre os candidatos e que se traduziu no veredicto final:

Mister Cabo Verde 2011: Jason Lopes Santos, 24 anos e 1m90 (prémio: viagem a Cabo Verde + 300 euros);

Primeiro delfim: José Lino Pires, 24 anos, 1m75;
(Prémio: 300 euros)

O vencedor ladeado por Fred 
Sousa (esq.) e José Pires (drt.)
Segundo delfim:  Fred-Wilson Sousa, 21 anos, 1m84;
(Prémio:150 euros)

Mister Simpatia: Marcolino Delgado, 30 anos, 1m82;
(prémio atribuído pelos colegas);

Mister Fotogenia: Joel Nunes Varela, 21 anos, 1m76;
(Prémio: 100 euros + shooting)

Mister SEXY (nova categoria deste ano): Elísio Delgado, 29 anos, 1m88.

Em entrevista à CABOLUX, o vencedor da noite, Jason Lopes, assumia não esperar ganhar e sentir-se agora “feliz”, não só pelo prémio, mas também pela participação.

“Estou contente pela participação e pela organização, que fez um bom trabalho para tudo correr bem. Não esperava ganhar e estou feliz. Quanto ao prémio, desde os 15 anos que não vou a Cabo Verde. Foi a única vez que lá fui e agora vou poder conhecer melhor as outras ilhas. Estou contente.”

Filho de mãe de S. Vicente e de pai de S. Antão, Jason contou com a motivação não só da família, mas também dos ruidosos amigos que fervorosamente empunhavam cartazes de apoio, numa sala com cerca de duzentos assistentes.

Os amigos foram importantes 
para Jason Lopes
 “Os amigos estiveram aqui a dar-me apoio e isso foi importante. A minha família também me ajudou bastante”, reconhece o vencedor da noite.

Jason tem como hobby o futebol e dança, mas ao longo do concurso esteve mais fechado, revelando-se o candidato mais tímido. Se foi o mais tímido, foi também o mais pontual: um ponto importante para a vitória.

“Aqui há que ser sério e fazer as coisas bem. Foi isso que tentei fazer e aos candidatos para o próximo ano aconselho que sejam também sérios, não só aqui no palco, mas também durante os treinos”, refere o cabo-luxemburguês.

O “bom ambiente” que se viveu no seio do grupo é algo partilhado por Jason e pela organização.

O público gostou do que viu
 "A convivência entre os rapazes foi adorável, mais que perfeita, e o mesmo em relação às raparigas que os acompanharam. Ficaram como o grupo dos 'ketchup e maionese’ e já estão com saudades uns dos outros”, revela Isa Conceição, co-responsável pela organização, a par de Arlindo Gonçalves Dos Santos.

Sobre a evolução de Jason ao longo do concurso, Isa Conceição mostrou-se surpresa:

“No começo ele não sabia desfilar e no fim foi uma surpresa para todos nós. Os outros candidatos quando o viram no sábado já sabiam que era ele quem ia ganhar.”

Para a organização, apesar das dificuldades iniciais para encontrar uma sala, o balanço geral do evento foi “muito bom”.
HB

11/10/2011

Luxemburgo: Yasmine Lima processa organização Miss Global Cabo Verde



Yasmine Lima quer reaver o seu dinheiro
Yasmine Lima, terceira classificada da Miss Global Internacional na Jamaica, iniciou um processo no tribunal contra a organização da Miss Global Cabo Verde.

Em causa está o alegado incumprimento por parte da organização, ao não ter garantido o prémio correspondente à primeira classificada no evento: viagem à Jamaica.

Yasmine Lima foi vencedora, a 18 de Junho, do concurso Miss Global Cabo Verde (realizado no Luxemburgo) e como prémio iria representar Cabo Verde no evento internacional (a 24 de Setembro), onde ficou em terceiro lugar, e agora reclama o seu dinheiro.

“Quando me inscrevi, foi-me dito que a vencedora ganharia uma viagem até Jamaica para representar Cabo Verde, mas não foi isso que aconteceu. Quando se aproximava o evento na Jamaica, a directora, Natasha Bintz, começou a dar-me desculpas dizendo que a viagem era perigosa ou que não havia roupa. Já das outras vezes que lhe perguntava sobre o bilhete, dizia-me que eu teria de arranjar um sponsor para a viagem ou para eu adiantar o dinheiro.”

Apesar deste contratempo, Yasmine não quis deixar de representar Cabo Verde e por sua própria conta tomou a iniciativa de contactar Jamaica.

Natasha Bintz já não é directora da Miss Global 
 “O meu inglês não é bom, mas mesmo com essa dificuldade consegui contactar o comité Miss Global Internacional na Jamaica para saber como ir até lá e quem me ia receber no aeroporto. Tinha de representar Cabo Verde e não podia ir abaixo”, desabafa a Miss.

Conta ainda que: “Natasha Bintz colocou no Facebook da Miss Global Cabo Verde que eu já não iria à Jamaica e todas as pessoas começaram a pensar que era verdade, mas eu estava tão determinada a ir que, quando cheguei, pus no meu Facebook fotos da Jamaica e directora luxemburguesa, ao ver que afinal eu estava lá, foi alterar a sua publicação dizendo agora que eu estava na Jamaica.”

O advogado da Miss já iniciou o processo no tribunal contra Natasha Bintz, garante, e Yasmine quer agora o seu dinheiro de volta.

“Paguei tudo do meu bolso: o bilhete e as despesas que tive no local, quando foi-me dito que teria direito a essa viagem como prémio, e agora quero só quero o meu dinheiro de volta. Natasha não me tratou devidamente e não aproveitou a confiança dos cabo-verdianos”, refere.

Depois da sua prestação na Jamaica, Yasmine Lima tem recebido propostas para fotos e foi convidada para estar presente na Miss International Carnaval Queen, que se vai realizar na Venezuela.

O director da Miss Global Internacional, o indiano Lachu Ramchandani, retirou o certificado de directora da Miss Global Cabo Verde à luxemburguesa Natasha Bintz e entregou-o nas mãos de Yasmine Lima, que ficará agora responsável por levar a próxima Miss Global Cabo Verde ao evento internacional em 2012.

Resta saber se Yasmine vai ganhar a outra batalha por cá.
HB

Jantar solidário ajuda crianças de Cabo Verde

O Comité Spencer organiza um jantar de recolha de fundos para ajudar crianças de Cabo Verde no sábado, 15 de Outubro, em Niederkorn. Na ementa há pratos típicos cabo-verdianos e especialidades luxemburguesas, ao preço de 25 euros por pessoa (12 euros para crianças). O jantar começa às 20h, na sala Home Saint Joseph (rue Paul Eyschen, no 37, em Niedercorn). Reservas até 10 de Outubro junto da associação de jovens cabo-verdianos, pelos tel. 30 86 18 ou 691 67 70 15, ou por email (henri.fischbach@education.lu ou delmonge@hotmail.com).

Candidatos de origem cabo-verdiana perdem eleição

Os candidatos de origem cabo-verdiana saíram arrasados destas comunais, sem nenhuma eleição. Mas ainda assim alguns conseguiram mais votos do que alguns candidatos eleitos por outros partidos, com menos votos, algo explicável pelo sistema proporcional. 

É o caso do candidato de Os Verdes em Remich, André Bernardo, que com 302 votos não foi eleito, enquanto o único candidato socialista com assento ali obteve 282 votos.

Entre os candidatos de origem cabo-verdiana, Anabela Neves, que concorreu pelo LSAP à capital, foi quem obteve mais votos : 3.181. Neste círculo, a coligação DP/Verdes mantém-se intocável no poder.
 
Maria Gomes Ganeto, também do LSAP, foi a segunda mais votada, com 2291 votos, tendo o seu partido mantido os nove lugares no bastião Esch/Alzette.
Também em Esch, mas pelo DP, Alex Semedo arrecadou 662 votos.
 
Já mais a norte, em Ettelbruck, Carlos Lima, do CSV, obteve 793 votos e Filomena Delgado, do DP, ficou uns furos abaixo: 484 votos.
Em Betzdorf, Edna Semedo também chegou aos 337 votos, e viu o seu partido, os Verdes, em coligação com o DP, destronar a liderança do CSV.
 
Entre todos os candidatos de origem cabo-verdiana, o candidato do CSV em Diekirch, Manuel Brito Delgado foi o menos votado, com 286, tendo aí o CSV perdido 10,15 % dos votos face a 2005, enquanto o rival socialista subiu 14,94 %.
HB

07/10/2011

Eleições comunais (9 de Outubro): Perfil dos candidatos de origem cabo-verdiana

Nome: André Bernardo

Candidatura: Dei Greng, Remich

Idade: 29 anos

Actividade: ajudante enfermeiro
 


 
Nome: Anabela Neves

Candidatura:  LSAP, Luxembourg-Ville

Idade: 29 anos

Actividade: secretária




Nome: Edna Semedo

Candidatura: Dei Greng, Betzdorf

Idade: 20 anos

Actividade: estudante, atleta



 
Nome: Carlos Lima

Candidatura: CSV, Ettelbruck

Idade: 40 anos

Actividade: funcionário numa operadora telefónica


 
Nome: Filomena Delgado

Candidatura: DP, Ettelbruck

Idade: 35 anos
Actividade: comerciante



 
Nome: Manuel Brito Delgado

Candidatura: CSV, Diekirch

Idade: 43 anos

Actividade: informático 




 Nome: Maria Gomes Ganeto

Candidatura:  LSAP, Esch/Alzette

Idade: 54 anos

Actividade: chefe de equipa de limpeza (Centro Hospitalar Emyle Mayrish)




Nome: Alex Semedo 

Candidatura: DP, Esch/Alzette

Idade: 22 anos

Actividade: empregado por conta de outrem


05/10/2011

Edna Semedo dá o salto para a política

Edna Semedo, atleta de salto à vara e campeã da modalidade pelo Luxemburgo nos "Jogos dos Pequenos Estados", aceitou o convite de Os Verdes e dá agora o salto para política, concorrendo às comunais em Betzdorf.

De origem cabo-verdiana (Santa Catarina, Santiago) e com 20 anos, divide a sua vida entre os estudos de enfermagem e o desporto, mas a política já tem também o seu espaço, fazendo ela também parte da pequena lista de candidatos de origem cabo-verdiana que se apresentam a estas eleições.

A ambientalista está no último ano de enfermagem no Liceu Técnico para Profissionais de Saúde (LTPS), e não nega o seu primeiro sonho: “Quero ser parteira, porque sempre gostei de bebés e com o estágio que efectuei no Hospital do Kirchberg ganhei ainda mais motivação.”

Se na escola a motivação não falta, no desporto ela já tem a marca de 3,80 metros e promete. Foi em Maio deste ano que Edna se sagrou, pelo Luxemburgo, campeã de salto à vara nos “Jogos dos Pequenos Estados”, evento que se disputou em Vaduz, Liechtenstein, reunindo países com população inferior a um milhão, como Andorra, Mónaco, San Marino, Montenegro, Chipre, Malta, Islândia, Luxemburgo e o país-anfitrião - o Liechtenstein.

A nível nacional, Edna é uma das três atletas do Grão-Ducado que estão acima dos 3,50 metros, mas ainda com enorme potencial.

“O meu treinador está sempre em cima de mim a dizer que tenho potencial e posso passar os 4 metros”, sorri.

Edna treina quatro vezes por semana, chegando a duas horas e meia por sessão, e reconhece a dificuldade em conjugar a modalidade com os estudos.

“Não é fácil. No ano passado treinava todos os dias, mas agora são quatro vezes por semana e quando não posso treinar à tarde o treinador vem comigo de manhã.”

Nunca foi dada à política, confia, mas a preocupação com o meio ambiente e a juventude sempre estiveram no seu horizonte.

Depois de ter chegado do Liechtenstein, em Maio, recebeu o convite de "Os Verdes" para um projecto político.

“De início, não estava muito receptiva, mas com a motivação da minha mãe e ao ver que podia ter um impacto positivo nos jovens, aceitei o desafio.”

Além disso, “como sou filha de estrangeiros, isso pode motivar os não-luxemburgueses a estarem mais activos na vida política, porque têm boas ideias.” Uma forma de motivação e desafio também à comunidade cabo-verdiana que tem de “se abrir mais à comunidade luxemburguesa e conhecer novas pessoas, porque está muito fechada sobre si mesma.”

Sobre os jovens, aponta: “Já vi muitos jovens cabo-verdianos com enorme potencial para participar na vida política. Outros, no entanto, precisam de uma orientação, e nós podemos apoiá-los na procura de emprego, educação e habitação, como forma de lutar contra a delinquência.”

"Onde construir, em que local proporcionar espaços verdes, reservas naturais e sítios protegidos? Em que situação se encontra a manutenção das instalações municipais e quais serão as despesas a prever?" são outras preocupações do partido que a jovem representa.

A comuna de Betzdorf é liderada por Marie-Josée Franke (CSV), mas Edna acredita que Os Verdes podem também aí fazer a diferença, dado o projecto que o partido apresenta. Contudo, "mais do que votar em mim, são Os Verdes que precisam vencer", desabafa.

Com a sua participação nas comunais espera “motivar os jovens a fazer mais desporto e trazer melhores ideias à comuna de Betzdorf”, bem como dar o exemplo à comunidade cabo-verdiana.

HB

Cabo-verdianos ainda pouco motivados para as comunais

Em 2005, a lei eleitoral permitia o voto aos cabo-verdianos nas comunais, mas não a candidatura, algo que a nova lei de 2011 reverteu, passando a haver também o direito à candidatura.

Saber quantos candidatos de origem cabo-verdiana se apresentam às eleições do próximo dia nove é uma tarefa difícil, dado que as entidades competentes não disponibilizam dados quantificadores referentes a candidatos de origem estrangeira.

Ainda assim conseguimos apurar uma lista de nove candidatos de origem cabo-verdiana: Edna Semedo (Os Verdes - Betzdorf), Carlo Lima (CSV - Ettelbruck), Anabela Neves (LSAP - Luxembourg-Ville), Maria Gomes Ganeto (LSAP - Esch/Alzette), André Bernardo (Os Verdes - Remich), Manuel Brito Delgado (CSV, Diekirch), Alex Semedo (DP, Esch/Alzette), Filomena Delgado (DP, Ettelbruck), António Santos Moreno (ADR, Mondercange).

Comparando com as últimas eleições, de 2005, em que “houve apenas um candidato de origem cabo-verdiana às comunais (CSV - Ettelbruck)”, segundo o presidente da Federação das Associações Cabo-verdianas no Luxemburgo, João da Luz, este aumento (ainda que residual, tendo em conta o universo dos candidatos: 3.321), pode ser já um sinal de uma maior participação cabo-verdiana na política luxemburguesa.

Quanto ao número de eleitores, os cabo-verdianos apresentam uma das mais notáveis subidas entre as comunidades estrangeiras, em relação a 2005, com 118%, registando-se 115 inscrições nas últimas eleições, ao passo que este ano foram apuradas 251, revela o Centro de Estudos e Formação Intercultural e Social (CEFIS). Para este aumento poderá ter contribuído o papel mobilizador da Embaixada de Cabo Verde no Luxemburgo, esta que foi "a primeira Embaixada no Grão-Ducado a realizar um acto de sensibilização à comunidade sobre a importância da participação política dos estrangeiros nestas comunais", refere a Encarregada de Negócios da mesma, Clara Delgado.

Mas face ao potencial, estes números continuam a ser baixos, pois “as pessoas não estão tão interessadas e o aumento dos candidatos, por exemplo, explica-se sobretudo pela mudança da lei”, acrescenta. O empenho das autoridades na mudança da mentalidade da comunidade em torno desta problemática é notório.

Recentemente, a visita da ministra das comunidades de Cabo Verde, Fernanda Fernandes, trouxe também essa preocupação, e os incessantes apelos do programa Morabeza da Rádio Latina ou ainda o trabalho dos núcleos partidários cabo-verdianos do MpD e PAICV e de algumas associações encontram algumas dificuldades em demover a letargia instalada.

No Luxemburgo, a participação política cabo-verdiana faz-se notar sobretudo nas eleições legislativas e presidenciais de Cabo Verde, registadas nas mesas de voto da embaixada, Ettelbruck e Esch, pois “as pessoas seguem com mais interesse as eleições cabo-verdianas do que as comunais”, reconhece o dirigente associativo, João da Luz. 251 cabo-verdianos inscritos nas comunais a contrastar com os 952 inscritos na Embaixada que votam nas eleições cabo-verdianas.

Se a cooperação bilateral Luxemburgo-Cabo Verde tem funcionado, pelo menos visivelmente do lado cabo-verdiano, já quando se fala da cooperação no domínio da “participação política dos estrangeiros no Luxemburgo”, parece que esta comunidade se sente mesmo estrangeira ou... estará à espera de alguma contrapartida que faça despertar nela esse enorme potencial.

HB